A Páscoa no avô Eduardo

A casa do avô Eduardo é pequenina. É térrea, branca, com janelas e portas azuis. Nota-se muito que o patriarca é portista? [Há lá defeito pior?]

Naquela casa minúscula já viveram 14 pessoas. [A maior parte delas benfiquistas, felizmente!] Dez tios, o meu avô e a minha avó, o meu bisavô e a minha bisavó. Sentavam-se todos à mesa no tempo em que  “uma sardinha dava para dois”. O meu pai diz que nunca passou fome mas a “fartura não era nenhuma”.

Naquela casa havia um quarto para as raparigas e outro quarto para os rapazes. “Dormiam uns para os pés, outros para a cabeceira e tudo se criou”.

A casa do avô foi [e ainda é] um ninho de amor. Foi naquela casa que se criaram laços de amor que ainda hoje são evidentes. Basta vermos a união entre todos em dia de Páscoa.

O dia começa cedo. E cedo começa também o barulho, os beijinhos, as piadas. Somos todos muito bem dispostos e as gargalhadas são garantidas. Tudo isto com o volume no máximo! [Os vizinhos já se habituaram].

Os ganchinhos [alcunha da minha família] começam a chegar aos pouquinhos,  carregados de iguarias e prontos a montar a mesa de Páscoa.

A tia Laurinda não falha com as moelinhas, a tia Fátima traz as maravilhosas queijadinhas, o Nélson nunca se esquece do bolo e num instante temos a mesa composta! [Isto se o nosso Filipe não comer tudo antes do compasso chegar!)

[Para quem não sabe, o compasso pascal é um conjunto de pessoas que traz o crucifixo de Cristo a casa de quem O quiser receber, a fim de celebrar a sua Ressurreição. ]

Junto ao portão [também ele azul], com as crianças, fazemos o tapete de flores para que o compasso saiba que estamos dispostos a abrir a casa à Cruz de Jesus.

Quando ouvimos as campainhas mais perto é sinal que a Cruz está finalmente a chegar. É tempo de nos reunirmos na sala. Como somos muitos há toda uma estratégia. Os mais altos para trás, os mais baixos para a frente. Mesmo todos encaixadinhos e encostadinhos… há sempre quem fique na rua. Afinal somos sempre para cima de 40.

Em tempos era o avô Eduardo quem pegava na Cruz e nos dava a beijar, agora no alto dos seus [quase] 90 anos já passou a pasta.

Cumprimentamos os senhores do compasso,  conversámos um bocadinho com eles, a Daniela pede-lhes “um santinho” e mal eles viram costas…é hora de atacar!

Mesa para a rua. Panela das moelinhas para cima da mesa et voi la!

Depois da barriga cheia é hora da típica foto de família. Disparo automático e smile! 🙂

Depois disso estamos prontos para cumprir mais uma tradição: caminhar até à capela de Santa Maria Madalena.

A minha Páscoa não é só feita de amêndoas e ovos. A minha Páscoa é feita de amor,  tradições, gargalhadas e de muitos beijinhos.

Uma santa e feliz Páscoa para todos. A minha com certeza que será muito feliz!

 

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Esta pessoa nasceu a 27 de março de 1990

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Costumo dizer que tenho 17 anos.

Hoje faço 17 + 11! [Assim não dói tanto].

Nasci às 23:40, de cesariana, no antigo Hospital São João de Deus. Hoje é tudo mais chique e chamam-lhe Centro Hospitalar do Médio Ave. Modernices!

Pesava 3,700 e media 50 centímetros. Era cabeluda e sossegadinha. Ainda hoje sou!

O meu pai, do alto dos seus 27 anos [quase 28], ficou imediatamente babado e apaixonado.

Escreveu-me este poema que ainda hoje sabe de cor.

 

“Nasceste com todo o amor

Que se pode ter na vida

Abençoada sejas por Deus

Cátia, minha querida.

 

És pequenina, tão linda

Cabelos lindos os teus

És como costumo afirmar

Um puro anjo de Deus.

 

Nas horas do meu trabalho

O tempo não quer passar

Estou ansioso à espera

De correr para te abraçar.

 

Na minha vida és o sol

Que eu há muito pedira a Deus

És a brisa da montanha

Uma luzinha dos céus”.

 

Que a saúde e esta boa disposição me acompanhe sempre. O resto a gente conquista. [Só preciso de um bocadinho de sorte!] Parabéns para mim!

 

 

Quem tem uma Mimi tem tudo…

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… tem tudo destruído em casa.

Adotei a Mimi no dia 9 de dezembro de 2016. Tinha umas seis semanas.

A Mimi é filha de uma cadelinha abandonada. Nasceu numa ninhada de sete.

A mãe dela pariu e foi trocando os cãezinhos de sítio para sítio. Valeu-lhes o bom coração do meu primo Serafim, da Sílvia e da Ariana. Acolheram a cadela e os cãezinhos e arranjaram novos donos para eles.

Quando fui a casa do meu primo já só restavam quatro. Peguei em todos. Quando estava quase para trazer um, peguei na Mimi e ela deu-me algumas lambidelas. Contaram-me que ela era a mais “castigada” porque os irmãos mordiam-na e não a deixavam mamar por isso era a mais pequenina. A fragilidade e as lambidelas convenceram-me que era aquela que ia comigo para casa.

Chorou a viagem toda. Teria saudades da Ariana? Afinal ela brincava com ela todos os dias.

Durante a viagem tentamos arranjar-lhe um nome. O Tiago sugeriu Mimi e eu aprovei.

Passado poucos dias foi pela primeira vez ao veterinário. Foi dentro do casaco do Tiago, enrolada numa mantinha. Era muito pequenina e tinha sempre muito frio. Pesava 600 gramas.

Certificámo-nos que estava bem de saúde. Seguimos todo o protocolo. Vacinamos, desparasitamos e uns meses mais tarde esterilizamos a nossa cadelinha.

Hoje, um ano e três meses depois, sabemos que foi uma das melhores decisões que tomamos.

A Mimi dá vida à nossa casa. É meiguinha, gulosa, chatinha [mas nós gostamos], marota, divertida e muito (mas muito) mimada. Tenta sempre ser o centro das atenções! O veterinário diz que a temos que ignorar um bocadinho porque ela está com alguns sintomas de “síndrome de  ansiedade de separação”, que tem que aprender a ser mais independente. Mas quem resiste à forma efusiva com que nos recebe assim que abrimos a porta de entrada?

A Mimi vende energia e rebeldia. A vida dela resume-se a dormir, a brincar, a brincar, a brincar e a comer. Entre estas atividades tira sempre um tempinho para ladrar efusivamente ao carteiro e para se pôr a par das telenovelas.

A minha cama passou a ser dividida com o Tiago e com a Mimi. [ Apesar de lhe termos comprado uma cama “toda pipi” e caríssima, ela continua a preferir a nossa!] A Mimi ocupa uns 60% da nossa cama. Nós temos que nos acomodar os dois nos restantes 40%. A nossa bichinha tem que dormir esticadinha [e de preferência atravessada] para recuperar do seu dia cansativo. Cabe-nos a nós arranjar um cantinho para dormir.

Conversar na cama até tarde está fora de questão. Reclama logo! As lambidelas antes de dormir são garantidas!

Não é adepta de despertadores e antes do meio-dia não dá sinais de vida.

[Sim, nós dormimos com ela. Quando há higiene não tem problema algum).

É louca pelos seus brinquedos. Os seus preferidos são as bolas e as cordas. Quando se cansa deles opta por destruir A CASA! Parte do tapete de entrada já desapareceu, almofadas também já tivemos mais… Tudo o que encontra é de roer: chinelos, rolos de papel higiénico, lenços de papel, etc. Ficamos furiosos mas isso dura poucos minutos.

Desconfio que seja hiperativa. Não imaginam a folia com que vai passear aqui pela aldeia, pelo parque ou pela praia. Na praia farta-se de fazer buracos e de fazer amigos. Fica histérica! E nós adoramos vê-la feliz.

Se recebemos amigos cá em casa ladra como de um cão feroz se tratasse mas é só “fogo de vista” porque na realidade fica cheia de medo deles. [Mas dar a parte fraca é que não!]

A Mimi é aquela tipa que nos acorda às quatro da matina porque tem que ir fazer xixi e que desfaz a cama acabadinha de fazer só porque quer dormir debaixo dos cobertores.

Segue cada passo meu, ouve os meus desabafos e é a melhor companhia que podia ter. Sabe exatamente quando estou triste ou quando estou doente.

A nossa cadela não é só um animal de estimação, é também parte da nossa família!

 

 

 

Eu ganhei uma viagem nas batatas fritas

cabo verde ilha do sal

Estávamos em 2010. Era dia dos namorados e eu e o meu marido comemorávamos quatro anos juntos.

Decidimos dar um passeio. Antes da viagem passamos num hipermercado e compramos algumas coisas para o lanche. No carrinho pusemos um pacote de batatas fritas da Ruffles. A marca tinha lançado um novo sabor e o Tiago estava desejoso de experimentar.

Nesse dia fomos até a Aveiro. Tirámos uma fotografia no Fórum. A mais original ganhava uma viagem a Paris.

Passeamos o dia inteiro e comemos o abençoado pacote de batatas fritas. Dentro trazia um cartãozinho com um código. Guardei no bolso.  No final da tarde fomos para Proença-a-Nova. No dia seguinte era sábado e o Tiago tinha que trabalhar durante a manhã.

Fiquei em casa. Decidi dobrar uma roupa para voltar a colocar na mala e vejo aquele cartãozinho no bolso das minhas calças.

Como estava em casa dele a fazer tempo, peguei naquilo e li. Abri o computador, preenchi um formulário com os meus dados pessoais e coloquei o código. [Não costumo ter muita paciência para estas coisas mas naquele dia preenchi aquilo tudo!].

Mal insiro o código, no ecrã apareceu “Parabéns, ganhou uma viagem! “.

A gente nunca acredita e vai ler todas as letrinhas pequeninas. Li tudo quanto havia. Liguei ao Tiago e disse-lhe o que tinha acontecido. Como estava a trabalhar, a chamada foi curta e ele entendeu que tínhamos ganho a viagem a Paris da tal foto em Aveiro.

Chamei o meu cunhado. Lemos as letrinhas novamente. Lemos o Regulamento e… ficámos com a pulga atrás da orelha. Seria mesmo verdade?

Nesse fim-de-semana não houve outro tema. Na segunda-feira, durante a viagem para Famalicão liga-me a senhora da Ruffles toda entusiasmada:

“- PARABÉÉÉÉÉÉÉNS, ganhou uma viagem! Já sabe o destino que vai escolher? Pode escolher entre Cabo Verde, Palma de Maiorca ou Tenerife. “

Não tive dúvidas! Era para Cabo Verde que eu queria ir.  Era a minha viagem de sonho e aconteceu!

Mesmo assim cá em casa não acreditavam. E eu própria também não. Até que chegou um contrato com tudo direitinho para assinar. Comecei a pensar que podia ser mesmo verdade.

A viagem era em regime de pequeno-almoço. Ligamos para a D-viagem (agência de viagens que tratou de tudo na altura) e tentamos negociar o tudo incluído para irmos mais descansados. A nossa ideia era pagar a diferença por fora e ir em regime de tudo incluído. Espanto o meu quando me ligam da agência e me dizem: “A D-viagem está a lançar-se no mercado e temos todo o prazer de lhe oferecer o tudo incluído!” Cereja no topo do bolo!

Em agosto, embarcamos em Lisboa e fomos até à ilha do Sal. Uma semana! Foi a primeira vez que andamos de avião.

Ficamos num bengalow do hotel Belorizonte e correu tudo bem. Não pagamos nada e desfrutamos de uns belos dias no paraíso.

Praias fenomenais, pessoas muito hospitaleiras e sérias. Enquanto aproveitávamos a água quentinha, na toalha ficavam todos os nossos pertences sem que ninguém mexesse em nada.

Como dizia um colega meu de faculdade: “Oh rapariga, tu lê tudo. Todos os rótulos! Qualquer dia sai-te qualquer coisa numa lata de atum!”

Uma experiência única!

Obrigada Ruffles, obrigada D-Viagem e obrigada ilha do Sal!

Fomos muito felizes!

 

50 factos sobre mim

Circula nas redes sociais um desafio  que se chama “50 factos sobre mim” e eu decidi aceitá-lo. Alguns destes factos não serão novidade para algumas pessoas, no entanto vou tentar revelar algumas coisas que vocês desconheçam sobre mim.

 

1. Faço anos em Março e sou do signo Carneiro.

2. Sou uma rapariga muito bem disposta mas tímida nos primeiros contactos.

3. Não gosto de carne de coelho.

4. Gosto de fotografar.

5. Conheci o meu marido num chat.

6. Nunca tive varicela.

7. Estudei na Universidade da Beira Interior.

7. Sou licenciada em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo.

8. Trabalhei na SIC.

9. Choro com facilidade.

10. Não gosto de café.

 

11. Gosto imenso de gelados.

12. Gosto de viver no campo.

13. Odeio supermercados cheios de gente.

14. Gosto de ouvir hip-hop.

15. Bebo imensa água.

16. Comecei a gostar de chá aos 24 anos.

17. Odeio ter água a correr na cara. [até no banho. Assim que me cai água na cara procuro a toalha para limpar].

18. Não gosto de vinho nem de cerveja.

19. Gosto de dormir a sesta.

20. Admiro pessoas empreendedoras.

 

 

21. Em bebé fiz medicação para a tuberculose. [A minha mãe teve a doença e podia ter-me transmitido pelo leite materno. Foi mais por precaução.]

22. Gosto muito de receber amigos em casa.

23. Adoro cozinhar.

24. Adoro ler e escrever.

25. Tenho uma irmã mais nova nove anos.

26. Adoro sushi.

27. Gosto de comer e de experimentar coisas novas.

28. Em criança tive aulas de órgão.

29. Não suporto mentiras.

30. Tenho medo de agulhas.

 

31. Adoro fruta. A minha fruta preferida é manga.

32. Visto-me de cores escuras a maior parte das vezes.

33. Gosto de roxo.

34. Adoro tecnologias.

35. Gosto do sol de inverno.

36. Sou louca por queijo.

37. Gosto de ver fotografias antigas;

38. Detesto pessoas que se lamentam todos os santos dias.

39. Sou muito friorenta. [o meu melhor amigo é um aquecedor da Rowenta 🙂 ]

40. Adormeço com facilidade.

 

41. Tenho que andar confortável nos pés. Só uso saltos em ocasiões muito especiais.

42. Sou chata quando tenho sede ou fome.

43. Acredito na bondade das pessoas e acabo por me desiludir a maior parte das vezes.

44. Não me sinto confortável em piscinas. Tenho medo.

45.  Adotei uma cadelinha abandonada e adoro-a.

46. Não gosto de ir ao médico nem a hospitais.

47. Namorei 11 anos e 5 meses antes de casar.

48. Já fui a Cabo-Verde e à Tunísia.

49. Ganhei uma viagem nas batatas fritas.

A 50º facto sobre mim ficará a vosso cargo. Deixa a tua proposta nos comentários! Aceitas o desafio?

 

 

A bagagem mais preciosa

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O conflito na Síria está longe de acabar. São sete anos de guerra civil.  Estima-se que já tenham morrido 400 mil pessoas. As fotos que nos chegam através dos meios de comunicação social relatam o cenário de horror e de destruição. Até quando isto vai durar?

Este pai está desesperado e aproveitou a criação de um corredor humanitário para tentar fugir.  Esta poderá ser a única esperança para ele e para milhares de civis que fogem dos perigosos combates no leste de Ghouta, nomeadamente da cidade de Hamouria.

Este homem leva na bagagem o que tem de mais precioso – O FILHO. Aparenta ter menos de sete anos. Provavelmente nunca soube o que é viver em paz.

A pé, cada um carrega o que consegue, numa corrida contra o tempo. A população síria começa a ficar encurralada pelas forças governamentais. As oportunidades de fugir são cada vez menos.

Estima-se que 12 milhões de sírios foram forçados a sair das suas terras. [12 milhões! Mais do que toda a população portuguesa! Dá para imaginar?]

A distância geográfica faz-nos esquecer que estas pessoas são iguais a qualquer um de nós. São de carne e osso, sentem medo e têm um coração igual ao nosso. Que sente e que sofre!

Este homem luta pela sobrevivência dele e do filho e para trás deixa tudo. A sua casa, o seu trabalho, a sua terra, os seus amigos, a sua família. Está desesperado e com medo de morrer. Procura sobreviver e encontrar a paz.

Mas nem toda a gente consegue fugir. Muitos continuam a viver este pesadelo nas zonas afetadas contando os dias para que isto acabe.

Desde o dia 18 de fevereiro, quando começaram os mais recentes ataques das forças sírias e russas contra Ghouta oriental, já morreram 1272 pessoas [entre elas 252 crianças e 171 mulheres]. Estes números são assustadores!

Enquanto isto acontece, o mundo assiste impávido e sereno, a uma das guerras civis mais sangrentas do nosso tempo.

 

 

O meu pai é melhor que o teu!

pai benfiquista

O meu pai é o melhor pai do mundo e por mais que digam que é o vosso… é pura mentira! É porque não conhecem o meu. Ainda por cima é Benfiquista!

O meu pai é extremamente bem humorado. Não foi à toa que pôs no mundo esta rapariga tão bem disposta.

O pai Serafim tem nome “de um anjo” [como ele insiste em lembrar quando lhe dizem que tem um nome feio] e é um anjo na minha vida.

Tenho 27 anos mas ele esquece-se todos os dias que passei dos três.

Até aos meus 7/8 anos fui adormecida por ele todas as noites. O desgraçado tinha que me contar a história do peixinho uma, duas e três vezes. As vezes que me apetecesse. [Difícil era contá-la sempre da mesma forma. Era uma história inventada por ele e a coisa nem sempre saía igual]. Mesmo assim eu adorava-a e pedia-lhe para a contar e recontar. Só mesmo ele para ter paciência.

Nas redondezas sou conhecida por, em criança, andar sempre abraçada ao meu Serafim.  O meu pai não tem carta de condução mas em criança levava-me a pé para todo o lado. Levava-me à escola, à catequese, às aulas de órgão, etc. Quando tínhamos tempo livre apanhávamos o autocarro e íamos ao cinema.

Não sei o que é ter um pai “durão” e “mauzão”. O meu é meiguinho, de beijinhos e de abraços. Quem me punha sempre nos “eixos” era a minha mãe.  [Alguém tinha que pôr ordem!]

Toda a gente diz que sou fotocópia dele e eu fico toda babada, diga-se. Herdei do meu pai o jeito para as letras, a sensibilidade e a alegria. Seria pedir demais herdar também a paciência, a serenidade e o dom da palavra falada? Precisava tanto! Já não vou a tempo, pois não?

O meu pai usou o seu dom da palavra falada na rádio Gondifelos [pirata] entre os anos 1986 a 1989. Ainda hoje muita gente se lembra e me fala disso. Era ele quem fazia o programa “Discos pedidos” e que derretia o coração das meninas cá da aldeia (que o ouviam todos os dias religiosamente). [A minha mãe não achava grande piada a esta parte. Embora ficasse “toda inchada” quando sabiam que ela namorava para o tipo romântico da rádio].

Apesar de todas estas qualidades ele continua a achar que eu sou a melhor em tudo.  Baba-se todo quando fala das filhas. É apaixonado por mim e pela minha irmã.. e nós por ele.

Feliz dia do pai, papá! És o meu herói!