Escrever.

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Gosto de escrever. De contar histórias. De escrever sobre aquilo que vivo, sobre aquilo que sinto, sobre as coisas que faço.

Escrever é para mim uma terapia. Nos dias mais cinzentos, ligo o computador e descarrego as minhas inquietações no teclado. 

A oralidade não é – nem nunca foi – o meu forte. A escrever consigo exprimir-me sempre melhor.

Não sei quando começou este gosto pela escrita mas creio que muito cedo.

Ainda na escola primária, ofereceram-me um diário. Comecei a escrever sobre os meus dias e as minhas preocupações. Era tudo top secret e devidamente fechado à chave! Escrevi diários desde aí e até à minha adolescência.

No início do secundário os meus pais ofereceram-me um computador. Lembro-me da surpresa que foi quando cheguei a casa e vi um computador novinho em folha em cima da minha secretária. Fiquei tão feliz!

Era um computador fixo, em tons de cinzento e com um monitor bastante moderno para a altura. Desde aí, comecei a escrever com mais regularidade. Fui escrevendo e guardando os ficheiros em pastas dentro de pastas. Guardando, acumulando e apagando aqueles textos que não queria que ninguém lesse de maneira nenhuma. [Hoje tenho pena de ter perdido alguns].

Nunca fui muito segura. Nunca achei que escrevesse assim tão bem.

Um dia, na faculdade, durante uma aula de voz confessei a uma terapeuta da fala que não tinha grande jeito para falar. Acabei por lhe confidenciar que escrevia muito mas que não tinha coragem de mostrar a ninguém. Depois de ver umas linhas escritas por mim, encorajou-me a pensar num blogue. O blogue chegou anos depois, mas chegou!

O blogue ajudou-me a ganhar mais confiança nesse aspecto porque fui tendo um feedback positivo. [Têm-me abordado de uma forma tão querida, tão simpática! Mas eu ainda fico meia corada de tão envergonhada)

Escrever acalma-me, ajuda-me a pensar melhor sobre as coisas, a relaxar.

Escrever dá-me prazer e enquanto assim for, escreverei. Se vos interessa o que escrevo, não sei. Mas enquanto me fizer bem contem com mais textos, mais desabafos e mais “cenas” desta rapariga bem disposta.

 

 

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Escolher morrer.

viver depois de ti

Quem me conhece sabe que não sou propriamente uma amante de cinema. Acho sempre que os livros são melhores que os filmes. Mas às vezes lá vejo um ou outro.

Há uns tempos acabei por ver um. Pouco tempo depois revi-o.

O filme chama-se “Viver depois de ti” e é fenomenal. Envolvi-me tanto na história que chorei.  Emocionei-me de tal maneira que o nó na garganta só passou horas depois.

O filme conta a história de Will Traynor, um jovem super ativo, amante de desportos radiciais, que acaba por ter um acidente muito grave e que se vê preso a uma cadeira de rodas. [Sem qualquer hipótese de recuperação]

Uma vez que ele apenas mexe a cabeça e alguns dedos da mão, a família decide contratar alguém que lhe possa fazer companhia e o ajude nas necessidades básicas. A escolhida é Louisa Clark.

Louisa acaba de ficar desempregada e aceita o desafio… e que desafio! O jovem é arrogante, autoritário e maltrata a cuidadora em boa parte do filme. Louisa tenta aguentar já que precisa muito de trabalhar.

Depois de muita insistência por parte dela, Will rende-se e os dois desenvolvem uma amizade inspiradora que depressa passa a uma linda história de amor.

As dores de Will Traynor tornam-se cada dia mais insuportáveis. O plano dele é morrer. Quando Louisa percebe isso luta para lhe mostrar que ainda assim vale a pena viver. Mesmo assim ninguém o demove.

Apesar do país onde vive não o permitir, Will viaja para o estrangeiro e acaba por conseguir o que mais quer: a Eutanásia. Morre “feliz” ao lado dos pais e de Louisa.

Este filme obriga-nos a reflectir sobre questões muito sérias.

Nunca passei por uma situação-limite e não consigo dizer se sou contra ou a favor da Eutanásia mas até que ponto uma pessoa pode ser obrigada a viver agarrada a uma cadeira de rodas, totalmente dependente dos outros, e dominada pela dor?

Will vive dependente, desesperado de dor. Mesmo assim, apesar de ficção, nesta situação, eu não queria que ele morresse. Estarei a ser egoísta? Não sei. Talvez a maturidade e a experiência de vida me tragam respostas.

Sinto que a Eutanásia pode ser um erro incorregível, num mundo que tem tanta sede de conhecimento e que descobre coisas novas todos os dias. A cura pode não demorar a ser encontrada e isso corrói-me.

Só sei que a minha fé me faz acreditar que a esperança é a última a morrer. Mesmo assim não consigo ter uma opinião formada sobre este assunto pois é “uma faca de dois gumes”. Sou só eu?

Qual é a vossa opinião?

Amamentar em público

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Há uns dias a revista Visão publicou esta fotografia que me tocou especialmente. A fotografia de uma mãe a amamentar o filho a meio de um exame de acesso à universidade.

A mãe chama-se Jahan Taab, tem 25 anos, é afegã e é uma mulher como nós. Tem um sonho. Como muitas de nós. Sonha estudar ciências sociais.

A meio da prova de acesso foi interrompida pelo filho de dois meses e meio. Jahan levantou-se da mesa onde estava sentada e teve uma atitude que surpreendeu toda a gente: sentou-se no chão, continuou a responder ao exame, enquanto alimentava o seu bebé.

O professor vigilante fotografou, publicou no Facebook com a descrição: “Uma criança nos braços, uma caneta na mão e um futuro cheio de medo mas também de esperança”.

Se isto se passasse num qualquer país ocidental a descrição provavelmente seria muito diferente.

Além disso, o bebé não estaria na sala. Era um impecilho. Depois colocar a maminha de fora para ALIMENTAR um bebé seria um escândalo e incomodaria muita gente. Na fotografia ninguém se parece importar.

Esta imagem devia ser esfregada na cara dos países ocidentais que se acham muito evoluídos e que depois acham “de mau tom”, um “atentado ao pudor”, um “ato exibicionista”, alimentar um bebé em público!

O leite materno é o alimento mais saudável que uma mãe pode dar a um filho. Está sempre pronto a servir e à temperatura ideal. Privar uma criança disto não é, no mínimo, diabólico? Ninguém tem a sensibilidade de perceber isto?

As campanhas a favor da amamentação multiplicam-se com o passar dos anos, os hospitais estão inundados de cartazes, muitos deles criaram bancos de leite materno… Mesmo assim há ainda quem se choque – em pleno ano 2018.

Lamentável!

 

A Páscoa no avô Eduardo

A casa do avô Eduardo é pequenina. É térrea, branca, com janelas e portas azuis. Nota-se muito que o patriarca é portista? [Há lá defeito pior?]

Naquela casa minúscula já viveram 14 pessoas. [A maior parte delas benfiquistas, felizmente!] Dez tios, o meu avô e a minha avó, o meu bisavô e a minha bisavó. Sentavam-se todos à mesa no tempo em que  “uma sardinha dava para dois”. O meu pai diz que nunca passou fome mas a “fartura não era nenhuma”.

Naquela casa havia um quarto para as raparigas e outro quarto para os rapazes. “Dormiam uns para os pés, outros para a cabeceira e tudo se criou”.

A casa do avô foi [e ainda é] um ninho de amor. Foi naquela casa que se criaram laços de amor que ainda hoje são evidentes. Basta vermos a união entre todos em dia de Páscoa.

O dia começa cedo. E cedo começa também o barulho, os beijinhos, as piadas. Somos todos muito bem dispostos e as gargalhadas são garantidas. Tudo isto com o volume no máximo! [Os vizinhos já se habituaram].

Os ganchinhos [alcunha da minha família] começam a chegar aos pouquinhos,  carregados de iguarias e prontos a montar a mesa de Páscoa.

A tia Laurinda não falha com as moelinhas, a tia Fátima traz as maravilhosas queijadinhas, o Nélson nunca se esquece do bolo e num instante temos a mesa composta! [Isto se o nosso Filipe não comer tudo antes do compasso chegar!)

[Para quem não sabe, o compasso pascal é um conjunto de pessoas que traz o crucifixo de Cristo a casa de quem O quiser receber, a fim de celebrar a sua Ressurreição. ]

Junto ao portão [também ele azul], com as crianças, fazemos o tapete de flores para que o compasso saiba que estamos dispostos a abrir a casa à Cruz de Jesus.

Quando ouvimos as campainhas mais perto é sinal que a Cruz está finalmente a chegar. É tempo de nos reunirmos na sala. Como somos muitos há toda uma estratégia. Os mais altos para trás, os mais baixos para a frente. Mesmo todos encaixadinhos e encostadinhos… há sempre quem fique na rua. Afinal somos sempre para cima de 40.

Em tempos era o avô Eduardo quem pegava na Cruz e nos dava a beijar, agora no alto dos seus [quase] 90 anos já passou a pasta.

Cumprimentamos os senhores do compasso,  conversámos um bocadinho com eles, a Daniela pede-lhes “um santinho” e mal eles viram costas…é hora de atacar!

Mesa para a rua. Panela das moelinhas para cima da mesa et voi la!

Depois da barriga cheia é hora da típica foto de família. Disparo automático e smile! 🙂

Depois disso estamos prontos para cumprir mais uma tradição: caminhar até à capela de Santa Maria Madalena.

A minha Páscoa não é só feita de amêndoas e ovos. A minha Páscoa é feita de amor,  tradições, gargalhadas e de muitos beijinhos.

Uma santa e feliz Páscoa para todos. A minha com certeza que será muito feliz!

 

Esta pessoa nasceu a 27 de março de 1990

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Costumo dizer que tenho 17 anos.

Hoje faço 17 + 11! [Assim não dói tanto].

Nasci às 23:40, de cesariana, no antigo Hospital São João de Deus. Hoje é tudo mais chique e chamam-lhe Centro Hospitalar do Médio Ave. Modernices!

Pesava 3,700 e media 50 centímetros. Era cabeluda e sossegadinha. Ainda hoje sou!

O meu pai, do alto dos seus 27 anos [quase 28], ficou imediatamente babado e apaixonado.

Escreveu-me este poema que ainda hoje sabe de cor.

 

“Nasceste com todo o amor

Que se pode ter na vida

Abençoada sejas por Deus

Cátia, minha querida.

 

És pequenina, tão linda

Cabelos lindos os teus

És como costumo afirmar

Um puro anjo de Deus.

 

Nas horas do meu trabalho

O tempo não quer passar

Estou ansioso à espera

De correr para te abraçar.

 

Na minha vida és o sol

Que eu há muito pedira a Deus

És a brisa da montanha

Uma luzinha dos céus”.

 

Que a saúde e esta boa disposição me acompanhe sempre. O resto a gente conquista. [Só preciso de um bocadinho de sorte!] Parabéns para mim!

 

 

Quem tem uma Mimi tem tudo…

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… tem tudo destruído em casa.

Adotei a Mimi no dia 9 de dezembro de 2016. Tinha umas seis semanas.

A Mimi é filha de uma cadelinha abandonada. Nasceu numa ninhada de sete.

A mãe dela pariu e foi trocando os cãezinhos de sítio para sítio. Valeu-lhes o bom coração do meu primo Serafim, da Sílvia e da Ariana. Acolheram a cadela e os cãezinhos e arranjaram novos donos para eles.

Quando fui a casa do meu primo já só restavam quatro. Peguei em todos. Quando estava quase para trazer um, peguei na Mimi e ela deu-me algumas lambidelas. Contaram-me que ela era a mais “castigada” porque os irmãos mordiam-na e não a deixavam mamar por isso era a mais pequenina. A fragilidade e as lambidelas convenceram-me que era aquela que ia comigo para casa.

Chorou a viagem toda. Teria saudades da Ariana? Afinal ela brincava com ela todos os dias.

Durante a viagem tentamos arranjar-lhe um nome. O Tiago sugeriu Mimi e eu aprovei.

Passado poucos dias foi pela primeira vez ao veterinário. Foi dentro do casaco do Tiago, enrolada numa mantinha. Era muito pequenina e tinha sempre muito frio. Pesava 600 gramas.

Certificámo-nos que estava bem de saúde. Seguimos todo o protocolo. Vacinamos, desparasitamos e uns meses mais tarde esterilizamos a nossa cadelinha.

Hoje, um ano e três meses depois, sabemos que foi uma das melhores decisões que tomamos.

A Mimi dá vida à nossa casa. É meiguinha, gulosa, chatinha [mas nós gostamos], marota, divertida e muito (mas muito) mimada. Tenta sempre ser o centro das atenções! O veterinário diz que a temos que ignorar um bocadinho porque ela está com alguns sintomas de “síndrome de  ansiedade de separação”, que tem que aprender a ser mais independente. Mas quem resiste à forma efusiva com que nos recebe assim que abrimos a porta de entrada?

A Mimi vende energia e rebeldia. A vida dela resume-se a dormir, a brincar, a brincar, a brincar e a comer. Entre estas atividades tira sempre um tempinho para ladrar efusivamente ao carteiro e para se pôr a par das telenovelas.

A minha cama passou a ser dividida com o Tiago e com a Mimi. [ Apesar de lhe termos comprado uma cama “toda pipi” e caríssima, ela continua a preferir a nossa!] A Mimi ocupa uns 60% da nossa cama. Nós temos que nos acomodar os dois nos restantes 40%. A nossa bichinha tem que dormir esticadinha [e de preferência atravessada] para recuperar do seu dia cansativo. Cabe-nos a nós arranjar um cantinho para dormir.

Conversar na cama até tarde está fora de questão. Reclama logo! As lambidelas antes de dormir são garantidas!

Não é adepta de despertadores e antes do meio-dia não dá sinais de vida.

[Sim, nós dormimos com ela. Quando há higiene não tem problema algum).

É louca pelos seus brinquedos. Os seus preferidos são as bolas e as cordas. Quando se cansa deles opta por destruir A CASA! Parte do tapete de entrada já desapareceu, almofadas também já tivemos mais… Tudo o que encontra é de roer: chinelos, rolos de papel higiénico, lenços de papel, etc. Ficamos furiosos mas isso dura poucos minutos.

Desconfio que seja hiperativa. Não imaginam a folia com que vai passear aqui pela aldeia, pelo parque ou pela praia. Na praia farta-se de fazer buracos e de fazer amigos. Fica histérica! E nós adoramos vê-la feliz.

Se recebemos amigos cá em casa ladra como de um cão feroz se tratasse mas é só “fogo de vista” porque na realidade fica cheia de medo deles. [Mas dar a parte fraca é que não!]

A Mimi é aquela tipa que nos acorda às quatro da matina porque tem que ir fazer xixi e que desfaz a cama acabadinha de fazer só porque quer dormir debaixo dos cobertores.

Segue cada passo meu, ouve os meus desabafos e é a melhor companhia que podia ter. Sabe exatamente quando estou triste ou quando estou doente.

A nossa cadela não é só um animal de estimação, é também parte da nossa família!

 

 

 

Eu ganhei uma viagem nas batatas fritas

cabo verde ilha do sal

Estávamos em 2010. Era dia dos namorados e eu e o meu marido comemorávamos quatro anos juntos.

Decidimos dar um passeio. Antes da viagem passamos num hipermercado e compramos algumas coisas para o lanche. No carrinho pusemos um pacote de batatas fritas da Ruffles. A marca tinha lançado um novo sabor e o Tiago estava desejoso de experimentar.

Nesse dia fomos até a Aveiro. Tirámos uma fotografia no Fórum. A mais original ganhava uma viagem a Paris.

Passeamos o dia inteiro e comemos o abençoado pacote de batatas fritas. Dentro trazia um cartãozinho com um código. Guardei no bolso.  No final da tarde fomos para Proença-a-Nova. No dia seguinte era sábado e o Tiago tinha que trabalhar durante a manhã.

Fiquei em casa. Decidi dobrar uma roupa para voltar a colocar na mala e vejo aquele cartãozinho no bolso das minhas calças.

Como estava em casa dele a fazer tempo, peguei naquilo e li. Abri o computador, preenchi um formulário com os meus dados pessoais e coloquei o código. [Não costumo ter muita paciência para estas coisas mas naquele dia preenchi aquilo tudo!].

Mal insiro o código, no ecrã apareceu “Parabéns, ganhou uma viagem! “.

A gente nunca acredita e vai ler todas as letrinhas pequeninas. Li tudo quanto havia. Liguei ao Tiago e disse-lhe o que tinha acontecido. Como estava a trabalhar, a chamada foi curta e ele entendeu que tínhamos ganho a viagem a Paris da tal foto em Aveiro.

Chamei o meu cunhado. Lemos as letrinhas novamente. Lemos o Regulamento e… ficámos com a pulga atrás da orelha. Seria mesmo verdade?

Nesse fim-de-semana não houve outro tema. Na segunda-feira, durante a viagem para Famalicão liga-me a senhora da Ruffles toda entusiasmada:

“- PARABÉÉÉÉÉÉÉNS, ganhou uma viagem! Já sabe o destino que vai escolher? Pode escolher entre Cabo Verde, Palma de Maiorca ou Tenerife. “

Não tive dúvidas! Era para Cabo Verde que eu queria ir.  Era a minha viagem de sonho e aconteceu!

Mesmo assim cá em casa não acreditavam. E eu própria também não. Até que chegou um contrato com tudo direitinho para assinar. Comecei a pensar que podia ser mesmo verdade.

A viagem era em regime de pequeno-almoço. Ligamos para a D-viagem (agência de viagens que tratou de tudo na altura) e tentamos negociar o tudo incluído para irmos mais descansados. A nossa ideia era pagar a diferença por fora e ir em regime de tudo incluído. Espanto o meu quando me ligam da agência e me dizem: “A D-viagem está a lançar-se no mercado e temos todo o prazer de lhe oferecer o tudo incluído!” Cereja no topo do bolo!

Em agosto, embarcamos em Lisboa e fomos até à ilha do Sal. Uma semana! Foi a primeira vez que andamos de avião.

Ficamos num bengalow do hotel Belorizonte e correu tudo bem. Não pagamos nada e desfrutamos de uns belos dias no paraíso.

Praias fenomenais, pessoas muito hospitaleiras e sérias. Enquanto aproveitávamos a água quentinha, na toalha ficavam todos os nossos pertences sem que ninguém mexesse em nada.

Como dizia um colega meu de faculdade: “Oh rapariga, tu lê tudo. Todos os rótulos! Qualquer dia sai-te qualquer coisa numa lata de atum!”

Uma experiência única!

Obrigada Ruffles, obrigada D-Viagem e obrigada ilha do Sal!

Fomos muito felizes!